A um tempinho atrás estava assistindo um anime (School Rumble) e lembrei das aulas de História da Arte XD
Bem... a história era que os alunos tinham que formar duplas e fazer um retrato do parceiro. Uma garota (Tenma) conseguiu formar dupla com o garoto que ela gosta (Karasuma), mas não foi nada fácil dela conseguir desenha-lo, pois ela ficava com vergonha de olhar para ele (como fazer um retrato de alguém sem olhar para a pessoa?). No final ela consegue desenha-lo (sem olhar... desenhando com o coração...). Ela fez um retrato romântico, bem acadêmico.
Todos entregam as folhas com o trabalho na mesa da professora e ela não agüenta de curiosidade e vai espiar o retrato que o Karasuma fez para ela. E bem... ela não fica lá muito feliz XD
Ele fez um retrato Ukiyo-e (a arte japonesa no período EDO era chamada Ukiyo-e). Ele deixa até a "assinaturinha" como os artistas dessa época.
É interessante ver isso, pois foi o Ukiyo-e a origem do manga (o anime, como o nome sugere é a animação do manga). Hmm... seria um neto mostrando seu avó aqui? XD
Essa história faz a gente pensar também que na escola quando um professor pedia para fazer um retrato, a gente sempre procurava fazer o mais parecido possível, o jeito mais acadêmico possível. Era bem raro alguém que desenhasse de uma forma não acadêmica, ainda mais em Ukiyo-e aqui no ocidente.
As figurinhas de Nelson Leirner, me impressionaram. Olhando-a de longe, parecia aqueles quadros neo-impressinistas (e já estava imaginando a paciência que o artista teve em fazer aquele monte de pontos), mas depois de ver de perto fiquei mais impressionada ainda, nem imaginava que seriam adesivos colados. Leirner conseguiu eternizar e fazer algo útil com aquelas figurinhas R$ 1,99 de uma forma divertida.
A “Casa” de Daniel Senise é interessante, mas não mexeu muito comigo. Para mim foi mais interessante a forma como ele produziu o quadro (pintando pedaços de madeira e jogando sobre a tela) do que ele feito/acabado.
A fotografia de Caio Nusewitz achei maravilhosa, parecia uma pintura, algo vindo de um sonho. Aquela área da exposição, dando uma rápida olhada, pareciam todas vindas de sonhos. Havia um pintura feita a aquarela que parecia ter vindo de um conto de fadas. Olhando para ela já imaginei umas fadinhas e umas ninfas voando e andando de um lado para o outro XD
As três ultimas obras que vimos (Palíndromo Incesto (três dedais); a obra de Nuno Ramo; e Paulista/97)fiquei meio que “boiando”. Fiquei pensando o que quê o artista quis dizer com aquilo. Principalmente com a obra do Nuno Ramos, as peças de ferro com o óleo.
Mas achei bem interessante deles terem “espalhado” a obra de Cildo Meireles, Paulista/97, pelo espaço. Dizem que ele chegou a espalhar essas pedras com o parafuso de ouro pela Avenida Paulista, se for verdade, a exposição conseguiu passar a mesma idéia. Na rua, dificilmente, iria percebê-las. Na exposição não foi tão diferente, se o monitor não avisasse para tomar cuidado onde anda, acho que quase ninguém iria percebê-las (eu, inclusive, seria uma delas).
No geral, o que me chamava muito a atenção era o modo em que esses artistas produziram seus trabalhos. Colando adesivos, deixando o diafragma de uma câmera aberta, pintando madeiras e jogando por cima da tela. Arte sem ser aquela coisa convencional de pintar com tinta uma tela.
A forma em que colocaram as obras (cada área com um tema) também me chamou a atenção. Dessa forma fica até mais fácil de entender a mensagem que o artista quis transmitir no seu trabalho. O título das obras no chão, embaixo delas e não do lado, como normalmente vemos, achei que ajudou a não “poluir” a obra, a pessoa consegue admirar a obra por completo.
Ladrões de "O Grito" pegam até nove anos de prisão na Noruega
da France Presse, em Oslo
A Corte de Apelações de Oslo condenou nesta segunda-feira a penas de até nove anos e meio de prisão os homens considerados culpados de participação no roubo, em 2004, dos quadros "O Grito" e "A Madonna", duas obras-primas do pintor norueguês Edvard Munch.
O tribunal também sentenciou os acusados a dividir o pagamento de danos e prejuízos às obras, alguns deles considerados irreparáveis.
"O Grito" e "A Madonna" foram roubados do museu Munch de Oslo em 22 de agosto de 2004, quando dois homens armados e encapuzados entraram no estabelecimento durante o dia, levaram os quadros e fugiram em um veículo conduzido por uma terceira pessoa.
As obras de Munch (1863-1944), precursor do expressionismo, apareceram deteriorados em 31 de agosto de 2006, em circunstâncias até hoje pouco claras. A pena mais severa, de nove anos e meio de prisão, recaiu sobre Petter Tharaldsen, o motorista do automóvel, mas esta sentença inclui um ataque a mão armada pelo qual também era julgado.
Bjoern Hoen, um dos cérebros da operação, foi condenado a nove anos de prisão e Stian Skjold, um dos dos autores do ataque a mão armada, a cinco anos e meio. Segundo a polícia, o segundo ladrão faleceu de overdose de heroína em 3 de novembro do ano passado antes de ser indiciado.
Que brasileiro é louco por futebol, pelo menos grande parte da população, todos já sabemos, já faz parte até da nossa cultura. Por arte o interesse ainda não é o ideal, mas vamos seguir batalhando, quem sabe um dia... Bem, nesta semana, um lance de uma partida de futebol me chamou muita atenção. Um lance digno de uma obra de arte, daquelas de ficar expostas nas melhores galerias do mundo. O que define uma obra de arte? Quando observamos um quadro de Da Vinci e ficamos impressionados com sua riqueza de detalhes, ou a perfeição das esculturas de Michelangelo, todas obras de grandes artistas, com suas características bem definidas, muitas vezes não sabemos nem explicar o que o artista quis dizer com seu trabalho, mas isso não diminui nem um pouco a intensidade com a qual admiramos a obra. O mesmo me aconteceu quando vi o gol do nosso "hermano" argentino Lionel Messi, pelo Barcelona. Um gol que dispensa explicações, um gol em que paramos e admiramos, assim como toda obra de arte.
Assista o lance e veja se não é realmente uma pintura:
Se compararmos então com o gol do grande Diego Maradona, na Copa do Mundo de 86, ficamos ainda mais extasiados. Um lance que até esta semana poucos, ou até mesmo ninguém, ousava dizer que se repetiria. A semelhança dos lances é mais impressionante ainda.
Que o raio caiu duas vezes no mesmo lugar é fato, resta saber se alguém duvida que possa cair o terceiro...
Domingo passado (de Páscoa), acordei pela manhã e fui à banca de jornal perto de casa, pedi a Folha de SP e perguntei sobre os dois livros que estariam sendo vendidos junto com o jornal. Quando o jornaleiro me disse que os livros começariam a ser vendidos só no próximo domingo, além da pontinha de frustração, fiquei me perguntando se eles (Folha) haviam adiado o lançamento devido a Páscoa ou se a minha ansiedade era tanta que nem prestei atenção direito no anúncio que ouvi no rádio...
Enfim, a Folha de SP, a partir deste domingo, lança a coleção "Grandes Mestres da Pintura". Serão 20 livros de artistas que vão dos "badalados" Van Gogh, Da Vinci, Michelangelo, entre outros, aos menos "afamados" (mas não menos brilhantes) Delacroix, Degas, Klimt, entre outros...
No lançamento (neste domingo dia 15/04) serão dois livros pelo preço de um, ou seja, você compra a Folha + R$ 12,90 e você leva "Van Gogh" e "Cézzane" pra casa!
Os artistas escolhidos são ótimos, e é uma grande oportunidade pra quem deseja investir em conhecimento e obras de referência.
Se quiser conhecer melhor a coleção, clique na imagem abaixo e seja feliz!!!
O Art-Nouveau surge da critica a industria. Eles queriam revalorizar o trabalho humano diante do maquinismo e da produção em série.
Esse movimento é adotado na Europa inteira, mas em casa país tem algo diferente, pegando as características de cada lugar. O que é “padrão” são as formas orgânicas.
O Art-Nouveau não atingiu apenas a arquitetura, mas também o mobiliário, jóias, pinturas, esculturas e os desenhos e cartazes também.
Os vitrais são resgatados, mas diferentemente de antes que usava-se os temas religiosos, é usado agora mais os motivos decorativos e florais.
É muito usado o ferro e o vidro.
Surge a idéia de “mobiliário” urbano.
Esse movimento também chegou no Brasil. A Confeitaria Colombo e a Vila Penteado, ambas no Rio de Janeiro, foram feitos de acordo com as características do movimento.
No filme “Senhor do Anéis” a cidade dos elfos mostra características do Art-Nouveau.
Os neo-impressionistas ou pontilhistas usam o conceito de que as cores “juntas” (perto uma da outra) se misturam. Eles fazem vários pontinhos e para se conseguir esse efeito o quadro precisa ser grande, além da pessoa que está observando o quadro precisa ficar a uma certa distância para que possa visualizar melhor a imagem. Desse movimento que surge a idéia dos pixels.
Os artistas não pintam mais com a intenção de pegar o instante fotográfico, o interesse deles é a de fixar uma cena com a subdivisão das cortes. O que faz com que as telas percam um pouco a sensação de movimento.
O Impressionismo rompe com o academicismo. Não é mais aquela coisa de que o céu é azul, o tronco da arvore é marrom.
Observando a natureza, o artista obteve uma infinidade de possibilidades, o libertando da convenção.
Com essa observação da natureza, percebeu-se que a variação das cores, não era apenas tirando ou ponto preto ou branco, mas uma adição de outras cores também.
Devido ao desenvolvimento fotográfico, os artistas começam a dar um “zoom”, um “close” e a fazer “cortes” nos trabalhos.
Alguns artistas europeus nessa época estavam sendo influenciados pela arte oriental do período EDO. Um deles Toulouse-Lautrec. Os japoneses utilizavam a técnica da Xilogravura para a “impressão” de seus trabalhos.
Toulouse-Lautrec faz uma relação de imagem e texto. As letras começam a ser desenhadas, a ser criadas, o que permitia a relação entre as duas. (Dá para perceber uma certa semelhança entre essas obras de Lautrec e a arte do período Edo acima).
No Modernismo, os artistas começaram a fazer pinturas não mais pensando apenas no bonito, no artístico, mas sim no lado político. Faziam pinturas para conscientizar as pessoas.
É nesse momento também em que a arte se junta com a ciência.
Os Impressionistas são os primeiros a fazerem isso, eles juntam a arte com a física óptica. Estudam as leis da visão, procuram entender como funciona o olho humano para pintar. Além de fazerem uma troca de conhecimentos com os fotógrafos.
Os quadros deixam de ter acabamento, são feitas pinceladas mais soltas, pois os artistas pintam “com pressa”. Eles querem captar a luz, se demorasse muito já mudaria a luz do ambiente.
Apesar dos dos quadros representarem cenas "imaginárias", o quadro de Delacroix passa mais emoção, devido as cores e a "forma" das pinceladas. Dá um ar de angústia, agitação, revolta...